Vide a vida de que não vive e passa a vida se revezando
E reza a reza de quem não reza, estão rezando
Cite os contos de quem não conta e deixa atrás suas maravilhas
E torna-se tão solitário que quando lobo, abandona sua matilha
E preze os vivos de tortas visões sobre seu destino
Que acaba sempre da mesma forma, sem distinção
Que o pesar da vida alheia é tão amigo quanto um leão
E a ordináriedade da vida, se torna frágil, um vidro
E há que preze os prezados sem saudades
Mero infortuno da vida, devaneios sem piedades
E os robustos reais sem realeza, onde estão?
Comendo suas surreais propostas sem sentido
Vendendo nos mercados e nas vidas seus artigos
Sobre o que fora, o que são e o que serão
E saúde os saudosos que não deixam lembranças
Que de velhos não passaram e nem foram crianças
Cante os cantos de quem só canta suas mazelas
Deixando que os próprios loucos sem razão cante elas
Eles querem é mesmo se distanciar
O que a vida não juntou nem juntará
Os belos de tão feios que belos são
E a arte, de viver e existir se juntarão
Sopre o vento que de vento não nos supre
E o rio que ao dono já pertence
E os cantos e contos dos vivos cegos
São meros sonhos de quem não vence.
domingo, 7 de novembro de 2010
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